Month: May 2011

muito além dos quintais

Almejo um silêncio, uma paz, um vazio que não sei explicar.

Uma tarde de inverno ensolarada, plantas orvalhadas no quintal

nuvens fofas, graciosas, espaçosas, flutuando no azul celestial

e alma leve, sem pensamentos,

só o vento

nem o bem, nem o mal.

Queria um cenário assim, com um gato perdido no olhar

um quadro sem surpresas nem prantos

um canto simples entre outros tantos

um banco e mais nada, pra dormir e sonhar.

Nocturne

Quando eu durmo, minha alma leve flutua,  sonha, liberta, transcende.

Sem dores, sem medos, percorro o nada, nua, em paz e silêncio.

Nem passado, nem futuro, só o céu, as estrelas, as texturas aconchegantes de tecidos leves que tocam minha pele. Perfumes de flores, incensos, uma brisa quente que afaga meus cabelos sem pressa, nem expectativas.

Ninguém para esperar, nada para justificar, apenas a leveza do não ser, do nada, do ar. 

Quando eu durmo eu sonho, eu saio, eu sumo.

Silenciosa serenidade, sutil simplicidade, sonhos, sonhos e só.

Para você

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo…

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante…

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero…

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar…

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar…

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero…

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar…

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem…

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar…

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar…

Feliz Aniversário…Feliz vida!

Era uma vez…

Essa semana eu recebi um e-mail de uma amiga querida sobre outra amiga querida que está tentando conquistar sua independência. Ela é uma menina linda, de lindos olhos azuis e por um desses caprichos do destino é tetraplegica.

Ouvimos histórias tristes o tempo todo, nos incluímos no roteiro de muitas delas, mas o que me chamou a atenção nesta história é que a moça, mesmo aparentemente limitada a uma cadeira de rodas, não se inibiu em buscar, crescer, realizar… se independer!

Ela quer (e vai) comprar uma cadeira de rodas motorizada, porque quer mais de sua história. Para isso, teve a brilhante idéia de brincar com suas chances, mobilizando amigos e gente do bem (como você, que está lendo!) com uma rifa, aliás, 2 rifas, para levantar o valor e conquistar seu objetivo.

Corajosa a moça, né?

Vamos ajudá-la?

Entre em contato com seu e-mail: tasartori@gmail.com e escolha um nome das rifas, faça uma transferência bancária e aguarde para saber se você é o ganhador de um ipad ou de um quadro meu (este acima).

Eu acho que se você ajudar, automaticamente você já ganhou uma coisa muito especial… você ganhou o prazer de ajudar o próximo e viabilizar a possibilidade da Tatiana viver muitas outras histórias, com sua nova cadeira motorizada! 🙂 Escreva para ela e reserve seu nome na rifa!

Atitude, coragem: Isso é o que faz diferença em nossas histórias.

O doce silêncio das cores

Tenho visto o mal triunfar por muitas vezes. Aparentemente o nem sempre certo, ético, bom, justo tem as mesmas chances do que o seu oposto.

Nessas horas, respirar profunda e compassadamente é preciso e abandonar as amarras do pensamento são as unica sãs alternativas para continuar a viver. Ultimamente acho que as pessoas têm de fato muito pouco a oferecer ao mundo e quando não oferecem seus lados mais obscuros já fazem mais do que costumam fazer pelo próximo.

Minha esperança jaz na brisa morna dos dias, no sol que raia de vez em quando e nas cinzas nuvens que pairam mansas sobre o teto que ainda tenho. O coração bate, quieto, sem se apegar ao tempo. O tempo não existe e, tentar controlá-lo só nos torna tão inexistentes quanto ele próprio.

Desejo páginas em branco, cândidas, imaculadas para os próximos sonhos. Desejo o silêncio das palavras e a paz no peito. Desejo não desejar.

E as cores, ah essas me atormentam tanto quanto os olhos são capazes de enxergá-las. Elas sim tem que sair. Borrões insistentes em canvas nunca dantes explorados. Isso não depende de nada, nem ninguém… nem de mim. É a incessante necessidade da criança que quer brincar, brincar, ser.

E aí é.