Tenho visto o mal triunfar por muitas vezes. Aparentemente o nem sempre certo, ético, bom, justo tem as mesmas chances do que o seu oposto.
Nessas horas, respirar profunda e compassadamente é preciso e abandonar as amarras do pensamento são as unica sãs alternativas para continuar a viver. Ultimamente acho que as pessoas têm de fato muito pouco a oferecer ao mundo e quando não oferecem seus lados mais obscuros já fazem mais do que costumam fazer pelo próximo.
Minha esperança jaz na brisa morna dos dias, no sol que raia de vez em quando e nas cinzas nuvens que pairam mansas sobre o teto que ainda tenho. O coração bate, quieto, sem se apegar ao tempo. O tempo não existe e, tentar controlá-lo só nos torna tão inexistentes quanto ele próprio.
Desejo páginas em branco, cândidas, imaculadas para os próximos sonhos. Desejo o silêncio das palavras e a paz no peito. Desejo não desejar.
E as cores, ah essas me atormentam tanto quanto os olhos são capazes de enxergá-las. Elas sim tem que sair. Borrões insistentes em canvas nunca dantes explorados. Isso não depende de nada, nem ninguém… nem de mim. É a incessante necessidade da criança que quer brincar, brincar, ser.
E aí é.
