Nocturne

Quando eu durmo, minha alma leve flutua,  sonha, liberta, transcende.

Sem dores, sem medos, percorro o nada, nua, em paz e silêncio.

Nem passado, nem futuro, só o céu, as estrelas, as texturas aconchegantes de tecidos leves que tocam minha pele. Perfumes de flores, incensos, uma brisa quente que afaga meus cabelos sem pressa, nem expectativas.

Ninguém para esperar, nada para justificar, apenas a leveza do não ser, do nada, do ar. 

Quando eu durmo eu sonho, eu saio, eu sumo.

Silenciosa serenidade, sutil simplicidade, sonhos, sonhos e só.

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