Fortes ventos devastam nossas sólidas construções de vida.
Brandos ventos gastam a superfície das coisas
E expõem a alma do que é.
O vento balança as cortinas
Carrega as nuvens, pesadas
Na leveza do céu e do voil/voal
Chuva
A Água que flui
Cai
Corre
Arrasta tudo consigo com fúria e impiedade
Mas também dança, graciosa, sorrateira
Delicada e resiliente pelo percurso.
Gotas de beleza
Que lavam a alma
E choram
(In)Tempestivas
As líqui-feitas
Trans-bordadas
Emoções.

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