I´m speachless…
So, I´m just posting this painting because my son likes it… and I like him… and that´s why.
Mathias: jeg savner dig!!! Kom hjem! Men ha´det sjov der alligevel… jeg kan vente (tror jeg) :-)))
Te amo filhote!
Luiz Vieira
Você é isso,
Uma beleza imensa.
Toda recompensa
de um amor sem fim.
Você é isso,
uma núvem calma
no céu de minh’alma.
É ternura em mim.
Você é isso,
estrela matutina,
luz que descortina
um mundo encantador.
Você é isso,
parto de ternura,
lágrima que é pura,
paz do meu amor!
Você é isso,
parto de ternura,
lágrima que é pura,
paz do meu amor!
Paz do meu amor…
Uma beleza imensa…
Uma beleza imensa…
Toda a recompensa…
Paz do meu amor…
Me preparando para passar dia das mães sem meu filho comigo. It sucks.
Tortura
Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
-- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
-- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca
Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
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A poetisa portuguesa Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de dezembro de 1894. Em novembro de 1903, então com sete anos, escreve seu primeiro poema denominado “A Vida e a Morte”. Em 1907 aparecem os sinais da sua doença, a neurastenia (irá compor, anos mais tarde, um poema com este nome). Em 1908 sua mãe morre e Florbela vai para Évora prosseguir seus estudos. Em 1912, aos 19 anos, casa-se no civil com Alberto Moutinho. Em 1916 começa a colaborar com o jornal “Notícias de Évora”.
Em 1917, se inscreve no curso de direito da Faculdade de Lisboa. Ao mudar-se para Lisboa começa a freqüentar a vida boêmia. Sofre um aborto involuntário. Separa-se do marido e começa ser vista como “vagabunda” pela sociedade portuguesa. Em 1919, publica o “Livro de Mágoas”. Em 1921, casa-se novamente. Um novo aborto. Em 1924 outra separação, que leva a sua família a se distanciar dela por dois anos.
Em 1925, novo casamento, agora com Mario Lage. Publica a tradução de romances franceses. Seu irmão falece, tornado-a imensamente triste. Seu casamento se desgasta, vindo a se apaixonar pelo pianista Luis Maria Cabral, a quem dedica os poemas “Chopin’ e “Tarde de Música”. Tenta suicídio pela primeira vez, talvez por causa do pianista. Em 1930, começa a escrever o seu “Diário do último ano”. Depois de uma segunda tentativa de suicídio, revê as provas do livro “Charneca em flor”. A 8 de dezembro, suicida-se tomando Veronal.
This is a sequence of 4 very, very tiny paintings… This is how moms and kids should live.
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Mãe
Renovadora
e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
(Cora Coralina)
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Texto de Sarah Westphal Batista da Silva, atribuído a Luís Fernando Veríssimo e chegou a ser publicado em uma coletânea com com textos de Drumond, Bandeira e Clarisse Linspector no Salão do Livro de Paris.
A beleza do que é simples, na complexidade do que não é.
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro
Verdade
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Carlos Drummond de Andrade
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homenagem aos olhares de drummond… que como ninguém traduzia seu olhar em palavras de pura beleza.
“Where justice is denied, where poverty is enforced, where ignorance prevails, and where any one class is made to feel that society is in an organized conspiracy to oppress, rob, and degrade them, neither persons nor property will be safe.”
“You can not return to the past and create a new beginning, but you can just start now and make a new end.” – Chico Xavier
“History has demonstrated that the most notable winners usually encountered heartbreaking obstacles before they triumphed. They won because they refused to become discouraged by their defeats.”
“The strength of motherhood is greater than natural laws.”
— Barbara Kingsolver
“The most important thing a father can do for his children is to love their mother.”
— Theodore M. Hesburgh
“Resistance to tyrants is obedience to God.”
— Thomas Jefferson
“Ethical axioms are found and tested not very differently from the axioms of science. Truth is what stands the test of experience.”
— Albert Einstein
“Love conquers all things.”
— Virgil (70-19 BC)
“The opposite of love is not hate, but the indifference.”
— Érico Veríssimo
A hora do cansaço
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
(Carlos Drummond de Andrade)
é isso ai.