
Quando é que o ser humano se tornou tão desumano?
Quando é que ele se tornou um ser tementeÂ
a um deus que ele não vê
E um tirano aos seus iguais?
Seres que ele vêÂ
nascer e morrerÂ
por vezes por suas próprias mãos
Humildes servos de deusÂ
E senhores sem piedade, empatia ou compaixãoÂ
por seu semelhante.
Sem justiça social, não há justiça alguma.
Quem não come, não raciocina
Quem tem frio, tem pressa
Quem não mora, não vive, não existe.
DeverÃamos acreditar que quando um ser humano sofre, todos sofrem.
Mas ao invés disso, as pessoas são tão mesquinhas que, se alguém não tem,
O outro se sente mais poderoso, humilha, ignora, não se importa.
Eles não entendem que a dor do outro, ignorada, causa dor no outro, propositada
O medo que você tem de perder o que acha que conquistou sozinho
É proporcional ao risco de perder de fato, toda vez que alguém passa fome.
Se não por amor à s humanidades, então por amor ao próprio egoÃsmo e ganância
Você deveria desejar a justiça social.
Considerar os mais pobres, os vulneráveis.
Se não dói em você a dor do outro, algo em você morreu afogado no mar da ignorância
Seu ego, sozinho, não sobreviveria um só dia na dor do outro.
Humanismo e socialismo se misturam, se confundem porque ambos prezam por pessoas.
Não adianta amar as artes, os animais, os seus filhos e odiar o socialismo
Uma coisa exclui a outra e a exclusão é a raiz de todo o mal
Socialismo não exclui seu lucro ou capital,Â
nem tira nada que seja de fato seu
Socialismo e humanismo fazem possÃvel a sobrevivência material do todo
apesar das diferenças individuais, de circunstâncias, de forças
Socialismo preserva, constrói, estrutura a sociedade
O humanismo cuida e dá sentido a humanidade
E a sociedade, a humanidade, somos nós, todos, sem exceção.
Devemos parar de supor e começar a aprender
Parar de repetir erros e buscar entender.
Devemos dar uma chance ao humanismo.
Se faz necessário interromper a barbárie.
Porque o oposto da revolução, é o silêncio omisso.
Some feelings are better left untranslated.
…
“It is imperative to interrupt the barbarity.
Because the opposite of revolutionÂ
is our omissive silence.”
Luciana Mariano