pinturas

Brincar de pintar

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😦

Sinto saudades das brincadeiras da infância
Do descomprometimento com o certo
Da empolgação pela diversão
Da facilidade do acerto
Da simplicidade
Da liberdade
Da beleza
De mim
E de tudo que era bom.

Do tempo em que viver era leve
Brincar era óbvio
Sonhar era possível
Sorrir era a regra
E toda exceção
Toda dor
toda tristeza
Podia ser abolida
Transformada e redefinida
Rejeitada, curada ou esquecida.

Saudades do quintal da vovó
Da brincadeira de corda
Da bola
Da escola
Do bolinho de chuva
E de tudo que ja passou.

Que bom que existem as tintas
Pincéis, telas, lápis e papel
Eles podem dobrar o tempo
Trazer sonhos à realidade
Estrelas, sol e nuvens ao mesmo céu.

Com eles é possível criar,
Começar de novo ou fazer diferente
Voltar a brilhar, brincar, inventar
Virar criança, bicho, coisa ou gente.
Pintar permite paz e restitui a calma
dá asas aos sonhos, alegria aos olhos,
Devolve cor à vida e juventude a alma.

🙂

Ausência

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Papai me disse uma vez que gostava dessa música.
Que o fazia lembrar do pai e do irmão dele, ja falecidos.
Hoje, ironicamente, ela me causa o mesmo.
Me lembra meu pai e meu irmão.
A vida é realmente um círculo.
Saudades dos dois.
Feliz aniversario papai, espero que vocês possam comemorar juntos.

NAQUELA MESA (Nelson Gonçalves)

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

Something to say

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Some paintings
(Just like some people)
Don’t need to speak
To say what they do
To tell how they feel
To announce what they mean
To pronounce what they think
To declare what they want
To state what they can
To be what they are.

Paintings
(As some people)
Must be observed carefully
Read between the lines
Touched and felt
Watched
Gazed
Sensed.

Then you will know it
Understand it
And maybe like it or not.

It won’t matter though
It would be too pretentious
Of you and me
To believe that your judgement of it
Is of, at all, any importance.

If you can’t see beauty
Goodness
Grace
Love

You probably don’t have it in yourself too.

Luciana Mariano

Rua do Comércio

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Artistas em geral são criaturas sonhadoras, sensíveis, estranhas, sofrem por qualquer coisa, tudo vira cor, tinta, drama, musica ou movimento em seus olhos. Ser artista não é fácil. Escolher entre ter e ser, na maioria das vezes não é opção, mas chamado de alma. Foi assim que depois de muitos anos tentando ser “normal” eu abandonei tudo, para tentar ser eu. Até agora tem dado certo, apesar das adversidades, ainda vale mais a pena se priorizar do que tentar agradar ao mundo. Não é fácil viver de arte, mas pintar todos os dias alimenta muito mais do que o corpo, motiva a continuar tentando, me ajuda a seguir sonhando, me enche de vontade de amanhecer mais dias e dormir mais noites.

O estilo que pinto é chamado NAÏF (ingênuo, espontâneo, primitivista). Isso quer dizer que não “aprendi” a pintar, mas que pinto desde sempre, com o olhar da criança em mim, despreocupada com parâmetros técnicos e estéticos, um exercício instintivo de cor e forma. O pintor naïf é necessariamente auto-didata, ele ilustra as fantasias, figuras do seu imaginário, bem como as lembranças de infância, personagens e momentos de sua história. Eu, paulistana da gema, pinto assim desde que descobri que tinha mãos e alcancei o primeiro lápis. Mas peguei a sério mesmo lá pelos 3 anos de idade. Minha mãe não vencia em comprar cadernos e mais cadernos de desenho porque minha compulsão por criar não cessava um instante sequer.

Minhas histórias e memórias retratam uma vida urbana e geralmente interna. Crianças crescidas em grandes cidades passam muitas horas dentro de casa e daí minhas pinturas refletirem tanto esse aspecto mais introjetado, mais caseiro. Cenas de avós em afazeres domésticos, crianças brincando em casa, pessoas e coisas entre muros e paredes, cenas enredadas em ambientes simples, comuns, familiares povoam meus trabalhos.

Há sempre um elemento estranho ou um detalhe inesperado, um gesto ou coisa que causam um convite a contemplação e interpretação do expectador. As vezes o expectador faz parte da obra, outras vezes, jaz em sua imaginação o desfecho de uma situação. O quadro brinca e fala sério. Mostra e esconde, sem muita pretenção, se espalha no acaso. Ele convida o expectador a olhar e depois a olhar de novo, adivinhar, solucionar.

Minha arte nasce das mãos da criança que fui, mas passam pelo crivo do adulto que sou. Nascem da memória, da imaginação, das histórias, das alegrias e também das dores. Na arte não me abstenho das emoções, estão todas lá, delicadamente escancaradas.

Meu último emprego formal foi uma de minhas inspirações pela vida. Fui Gerente de Relacionamento da Natura e o contato com dezenas e centenas de histórias pessoais me deram muita motivação e força para tentar seguir a carreira artística. Mulheres fortes, frágeis, mães, amigas, homens especiais, crianças, pessoas donas de histórias de beleza e superação povoaram meu imaginário antes de ousar sair no mundo e ser (oficialmente) artista. Há 5 anos pintando profissionalmente, meu último e-mail corporativo veio do homem que mais admiro até hoje , Sr. Luiz Seabra ( fundador da Natura), carinhosamente me incentivando a ousar, a buscar meu sonho. Nunca vou esquecer, nem deixar de agradecer pelo incentivo. Ele, mais do que ninguém, sabe que toda grande obra começa com um sonho, uma paixão. Gesto doce e nobre de incentivo, de uma humildade que só seres grandes são capazes. E ai estou… Na estrada!

Nestes últimos 5 anos, já expus meus trabalhos em 5 países. Este ano, quando a dúvida e a indecisão bateu à minha porta, mais 3 grandes convites surgiram: no segundo semestre de 2013 participarei de 3 importantes mostras internacionais na Belgica, França e Itália. De vagar e sempre as coisas vão acontecendo, as pessoas vão vendo meus trabalhos mundo afora e conhecendo um pouco mais do jeito, da vida, do cotidiano e da arte naïf paulistana, brasileira.

Assim, antes de partir, gostaria de comparilhar minha arte e meus sonhos com vocês!
Preciso vender quadros para continuar mostrando-os!
Divulgue para seus contatos, conte para aquele amigo que entende que arte é importante, que acredita no investimento, que gosta de cor!

Entre em contato se quiser adquirir uma pintura!

E visite:

Home


http://abertagaleria.blogspot.com.br/
http://www.democrart.com.br/artist/detail/artista.325/LucianaMariano/

Obrigada por acompanhar o meu trabalho e por incentivar toda e qualquer forma de arte!

Luciana Mariano

Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego

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Alguns aborrecimentos são inevitáveis. Melhor levar na esportiva.

Some bothers are just inevitable. You may as well have fun with it.

Playfulness

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Girl with Yellow Ball
– 40×50 –
1500,00

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Ainda estou estupefata com o belo texto postado pelo querido amigo e mestre Moisés Patricio no Facebook. Não sei se é dele, mas o conteúdo me ressonou à alma.

“Os artistas são as pessoas mais motivadas e corajosas sobre a face da terra. Lidam com mais rejeição num ano do que a maioria das pessoas encara durante toda uma vida. Todos os dias, artistas enfrentam o desafio financeiro de viver um estilo de vida independente, o desrespeito de pessoas que acham que eles deviam ter um emprego a sério e o seu próprio medo de nunca mais ter trabalho. Todos os dias, têm de ignorar a possibilidade de que a visão à qual têm dedicado suas vidas seja apenas um sonho. Com cada obra ou papel, empurram os seus limites, emocionais e físicos, arriscando a crítica e o julgamento, muitos deles a ver outras pessoas da sua idade a alcançar os marcos previsíveis da vida normal – o carro, a família, a casa, o pé-de-meia. Por quê? Porque os artistas estão dispostos a dar a sua vida inteira por um momento – para que aquele verso, aquele riso, aquele gesto, agite a alma do público. Artistas são seres que provaram o néctar da vida naquele momento de cristal quando derramaram o seu espírito criativo e tocaram no coração do outro. Nesse instante, eles estão mais próximos da magia, de Deus e da perfeição do que qualquer um poderia estar. E nos seus corações, sabem que dedicar-se a esse momento vale mil vidas.”