Música
para os ouvidos
Música
para a alma
Música
para o olhos
Musicalimentabilidade.
Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra.
Vejo pedras demais no caminho, mas nenhuma delas pavimenta.
Vejo gente que reza uma história e pratica outra.
Gente que julga e se senta no altar dos imaculados.
Gente que vive de imagem enquanto destrói o sonho alheio.
Fachadas suntuosas com ruÃnas internas.
Imundos corredores.
Quanta sujeira
Quanta decepção.
Chega de dar importância demais a quem merece de menos. Muito menos. Nada.
Por tempo demais, vi gente “boa” pisando de propósito na barra do vestido alheio.
Desejo de destruir, desabilitar sonhos, diminuir o brilho, a luz… por puro prazer.
Só a raça humana faz isso. O pior da raça humana.
Insistente sujeira,decepção.
Males desnecessários, mas que ensinam a quem quiser aprender.
Separar o joio do trigo. Entender a escuridão. Realizar o nojo.
Fartar-se.
Digerir.
Repelir.
Transmutar.
Quebra, ruptura.
Vazio, vácuo.
Ao invés da luta, entrega.
A unica cura possÃvel é a pessoal. E ainda assim requer desejo.
Ela acontece no desapegar, no desprender, na desconexão.
Mudar e continuar alimentando feras não soa razoável. Nem possÃvel.
Mudar, de fato, significa cortar as amarras e voar
Exercer a leveza da alma e do tempo.
Movimento interno, intenso
Silencioso, solitário, eterno.
Quanta bobagem se escuta e se vê.
Tantas outras se escreve.
Muito pouco vale a pena.
Amigos abandonam
Familia decepciona
Você, hora escória
Hora história
Nem sempre emociona.
Quase nunca convence
Nunca vence.
Pássaro, livre
Coleta da vida o que precisa
E segue, sempre em frente
Nem lembra que teve ninho
Que foi ovo, casca, clara, gema
Passa-rinho
O que importa é o que passa pelo bico
E o vento que sopra as penas
Sem pena
A duras penas
Sobre as pernas
Plenas.
Muito pouco importa.
Pé de alface lá na horta
Alimento do dia
Alma vazia
Estrada torta
Areia no pé
Aberta porta
História morta.
O céu azul, acima
E a cabeça branca
Branda
Como planta
Muda
Olhar no horizonte
Atravessando a ponte
Só
Surda.
Quase nada lá dentro
Só o sol
Só a brisa
Só estrela e firmamento
Sem lamento
Sem rima
Palavra
Pensamento
Só a vida.
Só o vento.
Vejo contraste em tudo que olho.
A cor se opõe ao vazio
a luz à escuridão
Polaridades
Dicotomias
Policromias
Oposições
Um perene nojo no ar
Uma náusea insistente
Do que é mas não deveria.
Do fofo, doce, lindo, aconchegante
Borrado (intencionalmente) com petróleo
A aflição do inevitável
O desencanto
A realidade.
O que é realidade?
O que é dor?
O que temos para hoje?
Do not take for granted
My hunger for life
I was buried alive while struggling to live
It wasn’t always easy to be me
it was the way I found to run from impossibilities
My living statement on unsafe grounds
Hunger became my ongoing state of existence
Only the new was fresh enough
Only the flexibible would bring me around
So I gently accepted my weaknesses
My failures, limitations and hopelessness
I took the chance on being myself
And never looked back
Do not take for granted
My hability to dream
Reality has been around for quite a while
And it drove me close to extintion.
Somehow, I manage to keep myself alive
I dance among insanity, hope and faith
But i still allow myself to dreaming
It’s like the ultimate resource
As an intentional way for survival
It’s my self inducted vortex to freedom.
Do not take for granted
My need for expression
My voice was taken away too many times
My eyes were shut down when I craved most to see
But then I listened to the wind and felt the grass beneath my feet
I saw and sensed colours that spoke so loud and clear
That I understood it all and came to peace
Words can be empty and action is often over rated
My heart and soul can say much more
Through brushes and paint
Than through struggle and tears.
……………………………
Não subestime
Minha necessidade de expessão
Minha voz me foi tirada por muitas vezes
Meus olhos foram fechados quando eu mais precisei ver
Mas ai eu ouvi o vento e senti a grama sob meus pés
Eu vi e senti cores que falavam tão alto e claro
Que eu finalmente entendi e senti paz
Palavras podem ser vazias e ação é geralmente desnecessária
Meu coração e minha alma podem dizer muito mais
Através de pincel e tinta
Do que por força e lágrimas.
……..
PS: forgive my poor english/ perdoem a tradução pobre
I miss a moment never lived
I want a person I never met
I crave for a feeling I never felt
I long for a life I never had
Time storms in
And gelid drops of tears
Are flooding my house.
I am quietly drowning
I see my senseless
Pale and lifeless
Hands
At the botton of the ocean
And I do not bother.
No rescue is required
There’s nothing else
To be done
To be said
Silence suits the occasion.
The home is empty
Fresh dust settles in
Brought by the lonely wind.
No one cares.
Soon it all will be over
Life goes on
There’s no looking back,
No regrets
Nothing to be remembered
Said
Felt
Or done.
Too much said-felt-done
Never granted me peace
Therefor I doubt
any good intentions.
As a matter of a fact
They are all fake
Pointless
Selfish
Breathing is making me tired
I will rest now
over a deep blue quilt
under a faded and gentle veil
Of thoughtlessness
Until I wake up
Of this numbness living
And start dreaming again.