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listen to your inner (positive) voice

There´s so much negativity coming from outside… people are talking crazy about politics, violence and any other negative subject as they could do something about any of it by continuous criticism and complaining!

I really believe that pointing out what´s bad or wrong in the world will not take you anywhere further away from  from this bad or wrongness.

Let go of what is not pleasing you! Talk about something else!

Take the flow of the things you want and like instead of being “against all the evil”. Ignore evil! Don´t give it a point!  Listen to yourself, know yourself, choose the best of what you see to be said and spoken about.

No one is contributing to  a better world by bitch talking about every thing that bothers you. People should really know how to shut up more and use silence as a prayer for inner peace. If you don´t spread the bad “news” (or your own negativism) around, other people have the chance to absorb less crap too and live a lighter day.

SHUT UP WORLD! Be quiet! Stop the nonsense talk and listen to your inner (positive) voice more.

[…]

now that i got it out of my system (yes, I blah, blah too much too) you can hear something nice for a change:

http://www.youtube.com/user/AbrahamHicks#p/c/4C5BD92AD09C6351/3/fTMx3LFCuPE

colheita – harvest – høst – vendemmia – ernte

Sol de Primavera – Beto Guedes

Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender…

Família * Famiglia * Family * Familie

Uma familia de verdade, uma família linda…

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Saiba mais sobre meu Projeto Retrato de Família, mandando um comentário aqui! If you want a Family portrait, painted on naif/folk style, please leave a comment!

e uma poesia notável, do brilhante Drummond.

Retrato de família

Este retrato de família
está um tanto empoeirado.
Já não se vê no rosto do pai
quanto dinheiro ele ganhou.

Nas mãos dos tios não se percebem
as viagens que ambos fizeram.
A avó ficou lisa, amarela,
sem memórias da monarquia.

Os meninos, como estão mudados.
O rosto de Pedro é tranqüilo,
usou os melhores sonhos.
E João não é mais mentiroso.

O jardim tornou-se fantástico.
As flores são placas cinzentas.
E a areia, sob pés extintos,
é um oceano de névoa.

No semicírculo de cadeiras
nota-se certo movimento.
As crianças trocam de lugar,
mas sem barulho: é um retrato.

Vinte anos é um grande tempo.
Modela qualquer imagem.
Se uma figura vai murchando,
outra, sorrindo, se propõe.

Esses estranhos assentados,
meus parentes? Não acredito.
São visitas se divertindo
numa sala que se abre pouco.

Ficaram traços da família
perdidos nos jeitos dos corpos.
Bastante para sugerir
que um corpo é cheio de surpresas.

A moldura deste retrato
em vão prende suas personagens.
Estão ali voluntariamente,
saberiam – se preciso – voar.

Poderiam sutilizar-se
no claro-escuro do salão,
ir morar no fundo de móveis
ou no bolso de velhos coletes

A casa tem muitas gavetas
e papéis, escadas compridas.
Quem sabe a malícia das coisas,
quando a matéria se aborrece?

O retrato não me responde,
ele me fita e se contempla
nos meus olhos empoeirados.
E no cristal se multiplicam

os parentes mortos e vivos.
Já não distingo os que se foram
dos que restaram. Percebo apenas
a estranha idéia de família

viajando através da carne.

in Antologia Poética de Carlos Drummond de Andrade.

Lolô & Lulu

friends are sisters that we choose

friends are angels that we find

friends are people that we love

above and beyond anything, friends are a gift from life.

Happy birthday Lolô. Happy life, always.

day of may

Friendship IXX by Khalil Gibran
And a youth said, “Speak to us of Friendship.”

Your friend is your needs answered.

He is your field which you sow with love and reap with thanksgiving.

And he is your board and your fireside.

For you come to him with your hunger, and you seek him for peace.

When your friend speaks his mind you fear not the “nay” in your own mind, nor do you withhold the “ay.”

And when he is silent your heart ceases not to listen to his heart;

For without words, in friendship, all thoughts, all desires, all expectations are born and shared, with joy that is unacclaimed.

When you part from your friend, you grieve not;

For that which you love most in him may be clearer in his absence, as the mountain to the climber is clearer from the plain.

And let there be no purpose in friendship save the deepening of the spirit.

For love that seeks aught but the disclosure of its own mystery is not love but a net cast forth: and only the unprofitable is caught.

And let your best be for your friend.

If he must know the ebb of your tide, let him know its flood also.

For what is your friend that you should seek him with hours to kill?

Seek him always with hours to live.

For it is his to fill your need, but not your emptiness.

And in the sweetness of friendship let there be laughter, and sharing of pleasures.

For in the dew of little things the heart finds its morning and is refreshed.

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Dear Friends: I´m grateful for your existence in my life (and you know who you are)…<3

think again

One Art
by Elizabeth Bishop
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant 
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.


--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied.  It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.

Precisão – por Clarice Lispector

O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

Dentro de Mim

Tortura

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
-- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
-- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

                            Florbela Espanca


Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

                             Florbela Espanca

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A poetisa portuguesa Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de dezembro de 1894. Em novembro de 1903, então com sete anos, escreve seu primeiro poema denominado “A Vida e a Morte”. Em 1907 aparecem os sinais da sua doença, a neurastenia (irá compor, anos mais tarde, um poema com este nome). Em 1908 sua mãe morre e Florbela vai para Évora prosseguir seus estudos. Em 1912, aos 19 anos, casa-se no civil com Alberto Moutinho. Em 1916 começa a colaborar com o jornal “Notícias de Évora”.

Em 1917, se inscreve no curso de direito da Faculdade de Lisboa. Ao mudar-se para Lisboa começa a freqüentar a vida boêmia. Sofre um aborto involuntário. Separa-se do marido e começa ser vista como “vagabunda” pela sociedade portuguesa. Em 1919, publica o “Livro de Mágoas”. Em 1921, casa-se novamente. Um novo aborto. Em 1924 outra separação, que leva a sua família a se distanciar dela por dois anos.

Em 1925, novo casamento, agora com Mario Lage. Publica a tradução de romances franceses. Seu irmão falece, tornado-a imensamente triste. Seu casamento se desgasta, vindo a se apaixonar pelo pianista Luis Maria Cabral, a quem dedica os poemas “Chopin’ e “Tarde de Música”. Tenta suicídio pela primeira vez, talvez por causa do pianista. Em 1930, começa a escrever o seu “Diário do último ano”. Depois de uma segunda tentativa de suicídio, revê as provas do livro “Charneca em flor”. A 8 de dezembro, suicida-se tomando Veronal.

Tons de Cinza

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque,
embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Texto de Sarah Westphal Batista da Silva, atribuído a Luís Fernando Veríssimo e chegou a ser publicado em uma coletânea com com textos de Drumond, Bandeira e Clarisse Linspector no Salão do Livro de Paris.