direitos humanos

Oferenda

pelo direito de existir, ir e vir

sem medo, sem justificativas, sem desculpas, sem culpas

de ser gente, ser mulher, ser preta, ser trans, bixa, travesti

de ser quem se é, com consciência ou com fé

ser respeitade, de ter oportunidade, de ser livre de verdade

Que assim seja, axé

Existe amor em São Paulo

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São Paulo é um universo.
Acha-se de tudo aqui. Uma Torre de Babel.
Da nata do melhor a escória do pior, todas as polaridades.
Todos os sentimentos, todas as tribos, todas as raças.
O bem e o mal nos extremos que podem se apresentar.
Escândalo e delicadeza.
Dureza e ingenuidade.
Misturas.

Olho São Paulo como alguém que se olha no espelho.
Sou cruel e compassiva, como a cidade é.

Tenho vergonha de muita coisa que não concordo, mas minha maior vegonha é de gente que discrimina. Gente que senta no pedestal e aponta, critica, julga, discrimina.
Gente que se acha melhor do que as outras
seja porque o outro é
Pobre
Negro
Mulher
Gay
Dificiente
Ou simplesmente porque PENSA diferente.

Me entristece a arrogância.
Me dá vergonha.
Vergonha de gente que não entende que a diversidade é o que faz do mundo um lugar rico.
Rica é a diversidade. E ela dá a chance para todos exercitarem o olhar para o novo.

O novo é uma oportunidade
para crescer, expandir pessoal, social, emocionalmente.
Preconceito é uma merda.
E revela o pior do ser humano.

Tem muita merda no mundo.
Mas insisto em acreditar que (também)
existe Amor Em São Paulo.