Author: Luciana Mariano

Painter.

Hopelessly naive

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Life made me cynical, suspicious, skeptical.
At 42 i look at the mirror and I see an old lady, bitter, betrayed, lied to.
At 42 i feel like a little child, eager to explore life at it’s fullest and yet, i feel time running off like sand between my fingers.
There was not enough love for me. I craved much more than life and people could cope with.
For too long I believed to be planting flowers and fruits, trusting the fair and rewarding harvest. But overnight, somehow the seeds were exchanged and I ended up dedicating my precious time planting thorns instead. It hurts to be so naive.
Sitting outside, I see myself hoping for things that would never happen.
Observing the wind that touches my hair and the hair that touches my skin, careless.
Pack up, go away, give up!
It was all a big trap. No one is watching, no one is coming for the rescue.
Walk away, and know that very little matters or make any difference.
Life left me faithless.

And yet, naive as I am, i go on trying.
If there is any chance of happiness in the world, I will go on looking for it until the very last breath of life in me.

Minha Mãe

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Minha mãe,
Entre tantas
e minhas
mães
É única.

Ela é do bem
Ela é de lua
De veneta
De açúcar
De amor
Ela é de gêmeos:
Hora é bela
Hora é fera
As vezes anjo
Outras nem tanto
Mas sempre mãe
Sempre minha
Mamãesssinha
Rainha
Velhinha
Tão bonitinha.

Minha mãe tem
olhos verdinhos
Cabelos branquinhos
E sempre uma dor de plantão
Ri a toa
Chora a toa
Reclama de tudo
E tudo perdoa
Ela é muito cabeça
Mas é toda
TODA
coração.

TE AMO MAMAESSINHA
FELIZ DIA DAS MÃES.

Tempo, vento e pensamento

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Liberdade
Tão linda
Essencial

As vezes, tão rara.

Mulheres
no mundo todo
Todos os dias
Lutam,
Anseiam
Conquistam
Ganham
Perdem
Fracassam
Vencem

E dão sentido a ela.

Ausência

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Papai me disse uma vez que gostava dessa música.
Que o fazia lembrar do pai e do irmão dele, ja falecidos.
Hoje, ironicamente, ela me causa o mesmo.
Me lembra meu pai e meu irmão.
A vida é realmente um círculo.
Saudades dos dois.
Feliz aniversario papai, espero que vocês possam comemorar juntos.

NAQUELA MESA (Nelson Gonçalves)

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

What’s your thing?

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O que você quer?
Do que você gosta?
O que chama a sua atenção?

What do you want?
What do you like?
What gets your attention?

Que voulez-vous?
Qu’aimez-vous?
Que devient votre attention?

Hvad vil du?
Hvad kan du lide?
Hvad får din opmærksomhed?

Che cosa vuoi?
Cosa ti piace?
Che ottiene la vostra attenzione?

¿Qué quieres?
¿Qué te gusta?
Lo que llama la atención?

Something to say

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Some paintings
(Just like some people)
Don’t need to speak
To say what they do
To tell how they feel
To announce what they mean
To pronounce what they think
To declare what they want
To state what they can
To be what they are.

Paintings
(As some people)
Must be observed carefully
Read between the lines
Touched and felt
Watched
Gazed
Sensed.

Then you will know it
Understand it
And maybe like it or not.

It won’t matter though
It would be too pretentious
Of you and me
To believe that your judgement of it
Is of, at all, any importance.

If you can’t see beauty
Goodness
Grace
Love

You probably don’t have it in yourself too.

Luciana Mariano

Rua do Comércio

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Artistas em geral são criaturas sonhadoras, sensíveis, estranhas, sofrem por qualquer coisa, tudo vira cor, tinta, drama, musica ou movimento em seus olhos. Ser artista não é fácil. Escolher entre ter e ser, na maioria das vezes não é opção, mas chamado de alma. Foi assim que depois de muitos anos tentando ser “normal” eu abandonei tudo, para tentar ser eu. Até agora tem dado certo, apesar das adversidades, ainda vale mais a pena se priorizar do que tentar agradar ao mundo. Não é fácil viver de arte, mas pintar todos os dias alimenta muito mais do que o corpo, motiva a continuar tentando, me ajuda a seguir sonhando, me enche de vontade de amanhecer mais dias e dormir mais noites.

O estilo que pinto é chamado NAÏF (ingênuo, espontâneo, primitivista). Isso quer dizer que não “aprendi” a pintar, mas que pinto desde sempre, com o olhar da criança em mim, despreocupada com parâmetros técnicos e estéticos, um exercício instintivo de cor e forma. O pintor naïf é necessariamente auto-didata, ele ilustra as fantasias, figuras do seu imaginário, bem como as lembranças de infância, personagens e momentos de sua história. Eu, paulistana da gema, pinto assim desde que descobri que tinha mãos e alcancei o primeiro lápis. Mas peguei a sério mesmo lá pelos 3 anos de idade. Minha mãe não vencia em comprar cadernos e mais cadernos de desenho porque minha compulsão por criar não cessava um instante sequer.

Minhas histórias e memórias retratam uma vida urbana e geralmente interna. Crianças crescidas em grandes cidades passam muitas horas dentro de casa e daí minhas pinturas refletirem tanto esse aspecto mais introjetado, mais caseiro. Cenas de avós em afazeres domésticos, crianças brincando em casa, pessoas e coisas entre muros e paredes, cenas enredadas em ambientes simples, comuns, familiares povoam meus trabalhos.

Há sempre um elemento estranho ou um detalhe inesperado, um gesto ou coisa que causam um convite a contemplação e interpretação do expectador. As vezes o expectador faz parte da obra, outras vezes, jaz em sua imaginação o desfecho de uma situação. O quadro brinca e fala sério. Mostra e esconde, sem muita pretenção, se espalha no acaso. Ele convida o expectador a olhar e depois a olhar de novo, adivinhar, solucionar.

Minha arte nasce das mãos da criança que fui, mas passam pelo crivo do adulto que sou. Nascem da memória, da imaginação, das histórias, das alegrias e também das dores. Na arte não me abstenho das emoções, estão todas lá, delicadamente escancaradas.

Meu último emprego formal foi uma de minhas inspirações pela vida. Fui Gerente de Relacionamento da Natura e o contato com dezenas e centenas de histórias pessoais me deram muita motivação e força para tentar seguir a carreira artística. Mulheres fortes, frágeis, mães, amigas, homens especiais, crianças, pessoas donas de histórias de beleza e superação povoaram meu imaginário antes de ousar sair no mundo e ser (oficialmente) artista. Há 5 anos pintando profissionalmente, meu último e-mail corporativo veio do homem que mais admiro até hoje , Sr. Luiz Seabra ( fundador da Natura), carinhosamente me incentivando a ousar, a buscar meu sonho. Nunca vou esquecer, nem deixar de agradecer pelo incentivo. Ele, mais do que ninguém, sabe que toda grande obra começa com um sonho, uma paixão. Gesto doce e nobre de incentivo, de uma humildade que só seres grandes são capazes. E ai estou… Na estrada!

Nestes últimos 5 anos, já expus meus trabalhos em 5 países. Este ano, quando a dúvida e a indecisão bateu à minha porta, mais 3 grandes convites surgiram: no segundo semestre de 2013 participarei de 3 importantes mostras internacionais na Belgica, França e Itália. De vagar e sempre as coisas vão acontecendo, as pessoas vão vendo meus trabalhos mundo afora e conhecendo um pouco mais do jeito, da vida, do cotidiano e da arte naïf paulistana, brasileira.

Assim, antes de partir, gostaria de comparilhar minha arte e meus sonhos com vocês!
Preciso vender quadros para continuar mostrando-os!
Divulgue para seus contatos, conte para aquele amigo que entende que arte é importante, que acredita no investimento, que gosta de cor!

Entre em contato se quiser adquirir uma pintura!

E visite:

Home


http://abertagaleria.blogspot.com.br/
http://www.democrart.com.br/artist/detail/artista.325/LucianaMariano/

Obrigada por acompanhar o meu trabalho e por incentivar toda e qualquer forma de arte!

Luciana Mariano

Delicadezas

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Coisas delicadas
e frágeis
Nem sempre são objetos
Mas também se perdem
Também se quebram
No toque desajeitado
No vento furtivo
Na ação imedida
Nas palavras
No silêncio
e na ausência.