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Goodbye Mamãe 💔

You can’t buy time - 2024

I lost my mother a week ago.

It’s been such a busy year, with so many work commitments that, for a moment, you believe that everything can roll on automatic gear; that things are under such control that you can even decide about time, what happens and what to do. The illusion of control doesn’t apply to real life. Real life is unpredictable, unforeseen, unexpected. One day you are happy, rich, loved, young, the next day all is changed. Real life doesn’t stay still.

Mothers, I found out, are like time: you always have it; but it is not up to you to decide for how long you will have it. She was my safe harbour, my distant but steady ground, one I thought would always be there, no matter what. And now she is gone forever. It is the broken chain of existance, when your origin desappears. It is the natural course of things, and yet, a rupture that defies your own existance. It changes your perspectives. It shatters your heart in so many small pieces that you wonder how it can still function, continue.

She painted until her very last day. It was one of the things she never gave up on. She taught me so much and this must have been her ultimate message for me: go on, continue painting as long as you are breathing, as long as you still have a heartbeat. She did. She left me three paintings, fully finished but unsigned. Tiny ones, beautiful dead natures. She was still teaching me by the example. Finish your mission even if it doesn’t carry your name, your vanity, your ego; just live, do what you can at each moment you have. One day you will be gone, but your love will live on.

That’s what she did.


Perdi minha mĂŁe hĂĄ uma semana.

Foi um ano tĂŁo agitado, com tantos compromissos de trabalho que, por um momento, vocĂȘ atĂ© acredita que tudo pode funcionar no automĂĄtico; que as coisas estĂŁo sob tal controle que vocĂȘ pode atĂ© decidir o tempo, o que acontece e o que fazer. A ilusĂŁo de controle nĂŁo se aplica Ă  vida real. A vida real Ă© imprevisĂ­vel, imprevista, inesperada. Um dia vocĂȘ Ă© feliz, rico, amado, jovem, no dia seguinte tudo muda. A vida real nĂŁo fica parada.

As mĂŁes, descobri, sĂŁo como o tempo: vocĂȘ sempre o tem; mas nĂŁo cabe a vocĂȘ decidir por quanto tempo o terĂĄ. Ela era meu porto seguro, meu terreno distante, mas firme, que pensei que sempre estaria lĂĄ, nĂŁo importa o que acontecesse. E agora ela se foi para sempre. É a cadeia quebrada da existĂȘncia, quando a sua origem desaparece. É o curso natural das coisas e, ainda assim, uma ruptura que desafia a sua prĂłpria existĂȘncia. Isso muda suas perspectivas. Isso quebra seu coração em tantos pedacinhos minĂșsculos que vocĂȘ se pergunta como ele ainda pode funcionar, continuar.

Ela pintou atĂ© o Ășltimo dia. Foi uma das coisas das quais ela nunca desistiu. Ela me ensinou muito e esta deve ter sido sua mensagem definitiva para mim: continue, continue pintando enquanto respirar, enquanto seu coração ainda bater. Ela o fez. Ela me deixou trĂȘs quadros, totalmente acabados, mas sem assinatura. Pequeninos, lindas naturezas mortas. Ela ainda estava me ensinando pelo seu exemplo. Termine sua missĂŁo mesmo que ela nĂŁo carregue seu nome, sua vaidade, seu ego; apenas viva, faça o que puder em cada momento que tiver. Um dia vocĂȘ irĂĄ embora, mas seu amor continuarĂĄ vivo.

Foi isso que ela fez.

💔

đŸŒșBalĂŽ (Maria Aparecida (Dotoli) Mariano Figueiredo)

⭐07.06.1940

đŸ€18.09.2024

80 anos


Hoje Ă© o dia dela. 80 anos. OI-TEN-TA. 

Quem diria que no seu dia, eu não estaria aí para dar aquele abraço, um presente, comer o bolo juntas? Pra dizer do amor, da gratidão, da admiração, do carinho que se acumulou pela vida e, no alto dos seus 80 anos, precisa ser compartilhado, celebrado, vivido.

VocĂȘ nasceu no começo da Segunda Guerra Mundial, no meio do medo e do caos de um mundo conturbado. Aquela guerra acabou mas o mundo nunca teve plena paz. Outras tantas guerras e conflitos vieram. Vivemos no conflito das nossas prĂłprias guerras, na luta pela vida, nas batalhas diĂĄrias por sobrevivĂȘncia, crescimento, sentido, amor. Hoje, 7 de Junho de 2020, 80 anos depois, ainda estamos em guerra. Dessa vez, alĂ©m da sobrevivĂȘncia, da luta contra uma sociedade injusta, desigual, covarde, lutamos com mais um inimigo invisĂ­vel que nos nos aparta. Um vĂ­rus que nos isola e separa e que mais parece uma histĂłria de ficção cientĂ­fica. Mas Ă© real e seus 80 longos anos te transformam numa testemunha ocular de toda essa epopĂ©ia, essa histĂłria quase surreal, que vai da invenção do primeiro transĂ­stor ao advento da internet, que hoje nos pĂ”e em contato diĂĄrio, mesmo na distĂąncia. A vida Ă© maluca, curta e bem irĂŽnica. Seus 80 anos me servem como exemplo de amor e resistĂȘncia. Ver vocĂȘ fazer 80 anos longe de um abraço Ă© uma dessas crueldades e injustiças que se combate todos os dias, lĂĄ fora e dentro de nĂłs. É o que nos entristece mas tambĂ©m nos motiva a lutar pelo prĂłximo encontro, pelo prĂłximo abraço apertado, pela prĂłxima risada que daremos juntas. Que esta falta seja sempre menor do que outras faltas. Que esse dia seja especial e marque a continuação da nossa espera por dias melhores, por mais encontros, por aquela festa que estĂĄ guardada pra quando a gente se ver, de novo, em breve. Feliz aniversĂĄrio mĂŁezinha querida. Que seu dia seja lindo como vocĂȘ Ă©. Deixa o tempo passar como tudo passa, mas tenha certeza do nosso amor, meu, da Mara, do CaiĂ© por vocĂȘ. Esse nĂŁo passa nunca. Obrigada por existir e por nos dar o exemplo de como viver, perseverar e lutar.

Sinta-se abraçada, amada, celebrada.

Salve 07.06.2020 e seus 80 anos de puro amor, beleza e teimosia❀
Te amamos.

Saudade

18x24, acrilics on canvas board, Original painting available for sale 

Esse post Ă© uma mensagem.

Um recado, uma dica, um apelo.

Esse post declara, constata, conclui e reinvindica seu abraço.

Esse abraço Ă© meu e ele sempre foi seu. Sempre vai ser, desde antes de vocĂȘ nascer.

Com os olhos fechados eu sonho com a sua proximidade, imagino que o vazio entre meus braços, um dia, se inundem com a sua presença. Espero resiliente, acalmando em silĂȘncio a minha impaciĂȘncia. Longe do filho, fico meio longe de mim. Espero, mas a esperança tambĂ©m pede por vocĂȘ, pelo seu abraço, seu sorriso lindo, seu jeito de quem nĂŁo gosta e nem precisa, mas quer, todo mundo quer um amor assim, tĂŁo imenso, incondicional. Te preciso, sempre. 

Te abraço com um oceano no meio, dias e noites de saudade, que não acabam nunca, nem quando seu abraço chegar, ainda então vou precisar.

Porque esse amor invade e transborda.

Me ocupa as mãos, os braços, os olhos, o coração.

Te abraço filho, todos os dias.

Te amo filho, para sempre.

Saudade Ă© sĂł detalhe; o amor Ă© bem maior que ela.
Para meu filho.

Luciana Mariano

Minha MĂŁe

20130511-204702.jpg

Minha mĂŁe,
Entre tantas
e minhas
mĂŁes
É Ășnica.

Ela Ă© do bem
Ela Ă© de lua
De veneta
De açĂșcar
De amor
Ela Ă© de gĂȘmeos:
Hora Ă© bela
Hora Ă© fera
As vezes anjo
Outras nem tanto
Mas sempre mĂŁe
Sempre minha
MamĂŁesssinha
Rainha
Velhinha
TĂŁo bonitinha.

Minha mĂŁe tem
olhos verdinhos
Cabelos branquinhos
E sempre uma dor de plantĂŁo
Ri a toa
Chora a toa
Reclama de tudo
E tudo perdoa
Ela é muito cabeça
Mas Ă© toda
TODA
coração.

TE AMO MAMAESSINHA
FELIZ DIA DAS MÃES.