Diptych – Playing with the yellow ballon – 2x30x40 cm
Diptyque – Jouer avec le ballon jaune – 2x30x40 cm
DÃptico – Brincando com o balão amarelo – 2x30x40 cm
Author: Luciana Mariano
Porta e Janela
Pavão – Peacock – Paon – PÃ¥fugl – Pavone – Pfau
Saudades
12.12.12
Natal – Christmas – Natale – Jul
Choose your dreams
Tem realidade demais pra ser digerida nesse mundo gorduroso.
Sonhos, por outro lado
São doces e não engordam
São assustadores mas não matam
São confusos mas não importam
Neles, voar é possÃvel
Sonhar é passÃvel
Viver é passável
A madeira escorre
O chão flutua
Os potes transbordam
De nada
E nada existe
Nem tudo é.
Sonhar
Profundo, tranquilo como o cosmo
Revolto e indecifrável
como o mar
Um mar de sonhar.
Lá a loucura é permitida.
Andar nu, sentar-se, subir ou olhar
Entrar ou sair, exitar…
Lá tudo pode
Porque nada é.
Escolha o seu sonho
Um raro e um caro produto
De mentes sãs e perturbadas.
Escolha enquanto há tempo
Enquanto o tempo gira
Nos relógios que pairam
Que bela a vida que se contempla
daqui de fora
Daqui de cima
daqui do lado
Daqui de dentro
De onde viver e sonhar
Só depende do desejar
Só depende do desenhar.
The mermaid
Let’s all stare ’til death
Walk out of our open doors
And never, ever look back
Until we fall off our senses
and only stop by the end of the main road
Where the waves crash magnificently
Let us all throw our exhausted bodies at sea
To drown with splendor and grace.
Watch our lungs gasping desperately for air
but only finding the cold, salty water
Taste it
Embrace the sweet sensation of your final tragedy
Maybe then
When our pale hands float motionlessly
Submerged in the turquoise drops of the deep ocean
She may appear, at last
The enchanted voice will sing
And both the heavenly and diabolic curse
will ressurect our senses
we will finally be forever hers
No effort or emotion ever needed again.
No more struggle for sense or reason.
The mermaid awaits us.
sereia – mermaid – sirena – havfrue
Sereias são seres encantados
Inventados
Improváveis
Irreais
Metade peixe
Metade moça
Vivendo no mar
Só
Eternamente
Não se sabe nada delas
E quem soube, não sobreviveu para contar
Por tantas lágrimas vertidas de seus olhos frios
O mar se tornou salgado
Revolto
Profundo
Infinito
Se sua solidão é sina
Ou necessidade
Também não se sabe
Seu canto, pranto e tristeza
Seu nado, dança e Beleza
Divide sonhos e encantos
Mergulha a imaginação humana
Nos mistérios da natureza.
Portas
Portas me fascinam
passagens, saÃdas e entradas
Possibilidades, oportunidades
Chances de ação e repouso
Aconchego e liberdade.
Fechadas, ensinam a buscar outros refúgios, testar caminhos
Abertas, convidam a entrar, mas também permitem sair, buscar, sumir
Portas, portões, portais, passagens, tuneis, janelas, espaços efêmeros
Instáveis
Necessários
Simbolos de introspecção e fuga.
Proteção e libertação.
Expressão do quão aberto (ou fechado) se está para a vida.
Limiar entre a fachada sempre muito superficial
E as paredes internas, sua luz, sua escuridão.
Portas se abrem
Portas se fecham
Portas apenas estão.
Madeira, vidro, aço, ferro,
Tecido, palha, papel, algodão
Só espaço
por detrás e através
Só o momento, o lado
[in] PORTA
(trans) PORTA
{PORTA}
E a porta,
Que porta?
Ela já não importa.












