Author: Luciana Mariano

Painter.

jantar especial

 

Hoje, 1o. de Maio, se estivesse vivo, meu pai faria 73 anos.

Queria fazer um jantar especial para ele, com as coisas que ele gostava de comer e comemorar. Queria todos a mesa, contando piadas e rindo ou então só eu e ele, contando histórias de antigamente, falando de coisas que ele só falava quando estavamos  sós, sobre o que se passava lá dentro do seu coração de menino. Queria contar para ele tudo que aconteceu nos ultimos anos, na sua ausência e pedir colo que só pai sabe dar. Queria dar um presente especial, um relógio novo, um celular, uma geringonça mecânica que ele gostasse…

Queria que ele estivesse aqui. Ele e o Caié.

Mas não estão, nem nunca mais vão estar.

Feliz aniversário papai, fique com Deus e ao lado dele, cuide de nós que ainda estamos aqui e aproveita o Cá por todos nós.

Saudades.

Kate’s big day

Every girl should feel like a princess once in a while.

I wish long and happy life for William and Catherine – for their true fairy tale, true ever lasting love and may they be happy ever after.

Poética

Alvorecer

A noite empalidece. Alvorecer…
Ouve-se mais o gargalhar da fonte…
Sobre a cidade muda, o horizonte
É uma orquídea estranha a florescer.

Há andorinhas prontas a dizer
A missa de alva, mal o sol desponte.
Gritos de galos soam monte em monte
Numa intensa alegria de viver.

Passos ao longe…um vulto que se esvai…
Em cada sombra Colombina trai…
Anda o silêncio em volta a querer falar…

E o luar que desmaia, macerado,
Lembra, pálido, tonto, esfarrapado,
Um Pierrot, todo branco, a soluçar…

Florbela Espanca

poesia

Os ombros suportam o mundo. 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.´

Carlos Drummond de Andrade (eterno)

Vai ao Guarujá?

EXPOSIÇÃO TODAS AS CORES DO MUNDO DE LUCIANA MARIANO

De 08/04 a 09/06 – no Sofitel Guarujá Jequitimar.

Para mais informações: (13) 2104-2000 / sofiteljequitimar@sofitel.com. O Sofitel Guarujá Jequitimar está localizado na Avenida Marjory da Silva Prado, 1.100 – Praia de Pernambuco, Guarujá.
Visite também a Galeria Jacques Ardies: www.ardies.com

chimamanda’s bagage

I just watched a speach with the beautiful and bright nigerian writer Chimamanda Adichie.  She danced with words so wise and called my attention to the Danger of Single Stories. So true. Thank you Chimamanda for spreadding beauty, truth and stories to the world.

link: http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

Sofitel Guarujá Jequitimar

De 8/4 a 9/6 meus trabalhos estarão expostos no belíssimo Sofitel Guarujá Jequitimar, em parceria com a Galeria acques Ardies, expert em arte Naif brasileira. Espero que vocês possam visitar a exposição, que está linda!

Para mais informações:     (13) 2104-2000 / sofiteljequitimar@sofitel.com.

O Sofitel Guarujá Jequitimar está localizado na Avenida Marjory da Silva Prado, 1.100 – Praia de Pernambuco, Guarujá.

Site do Sofitel no Brasil: www.sofitel.com

Site da Galeria Jacques Ardies: www.ardies.com

Very naive, indeed.

A casa do tempo perdido – Carlos Drummoond de Andrade

Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.
Bati segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.
A casa do tempo perdido está coberta de hera
pela metade; a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamando
pela dor de chamar e não ser escutado.
Simplesmente bater. O eco devolve
minha ânsia de entreabrir esses paços gelados.
A noite e o dia se confundem no esperar,
no bater e bater.

O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.