Author: Luciana Mariano
Very naive, indeed.
A casa do tempo perdido – Carlos Drummoond de Andrade
Bati segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.
A casa do tempo perdido está coberta de hera
pela metade; a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamando
pela dor de chamar e não ser escutado.
Simplesmente bater. O eco devolve
minha ânsia de entreabrir esses paços gelados.
A noite e o dia se confundem no esperar,
no bater e bater.
O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.
the day I woke up dead
I lost faith on friendship, because I realized humanity is rotten.
I lost faith in love, because goodness is nothing but convenience.
I lost faith in truth, because solitude is the only relationship that lasts.
my last day…
This painting I painted many, many years ago.
In a time where I felt powerless, hopeless, and indeed I felt ‘less’.
Today is my last day as my old version of me.
Tomorrow is my birthday and it’s the first day, for the rest of my life that I will live exclusively to be happy. Enough about trying to please the rest of the universe but me. Had enough about gray skies inside.
This is my last day. And I’m really happy about it!
Hajar
Adriana wanted to give Hajar a present that would, like their friendship, resist through time and distance… So she asked me to paint something that would play with their friendship memories. That way, they will never really be apart, and they will be reminded of the upcoming day when they will , once again, meet, play and be merry!
Mulheres – Women – Donne – Kvinder
Descobri que a mulher é um universo.
Ela é a origem da vida, o alimento, a fúria e o amor, a loucura e a sabedoria. Ela trai seu próprio genero, ela dá força ao inimigo, ela pede a prisao para ansiar a liberdade, ela luta, ela se liberta, ela morre e renasce, espantosa e insistetemente. Diferente, única, ela se reinventa a cada dia, hora, ano, vida. Ela é efemera como a flor, marcante como seu perfume e bela como a natureza a fez… Prova viva da existencia divina.
Feliz dia Internacional da Mulheres, a mulheres e homens que merecem esse mérito, essa homenagem, porque já aprenderam a valorizam suas mulheres, sua feminilidade e acima de tudo o feminino sagrado em tudo o que existe.
depois
LIBERDADE
LEVEZA
OTIMISMO
ALEGRIA
AMOR
SEXO
VIAGENS
AMIGOS
PAZ
FELICIDADE
BELEZA
RISADA
AVENTURA
TESÃO
EMOÇÃO
BRINCADEIRA
DIVERSÃO
ENTUSIASMO
SONHOS
ENCANTAMENTO
INSIRAÇÃO
PROSPERIDADE
DESPRENDIMENTO
ABUNDÂNCIA
ENTUSIASMO
TRANQUILIDADE
INSPIRAÇÃO
FÉ
PAIXÃO
VIDA!!!
Tudo é possível agora!
PS: já postei este quadro antes, esta é minha amiga Adriana Mirage. Ela me ensinou muitas coisas, e me inspira em muitas outras. Amigos são companheiros de viagem que escolhemos pra vida. Dri, Dri, Dea, Ana, Sô, Van, Beth, Lu, Lou, Ca, Ca, Clau, Clau, Gi, Gi, Má, Isa, Polly, Cri, Chris, Ane, She, Silvia, Si, Fe, Clau, outra Má, Vivi, Caro, Paty, Carlinha, outra Gi, Ange, Elô, Helô, Jacque, Rod, Gó, Bi, Fa, Bru, Ci, Dessa, Carol, Fran, Marcinha, Keila, Mari, Vi, Va, Kal e todas as pessoas maravilhosas que me acompanham no exercício de viver. Sem vocês não faria sentido!
antes
o grande dia
Intimação
Carlos Drummond de Andrade
Abre em nome da lei.
Em nome de que lei?
Acaso lei sem nome?
Em nome de que nome
cujo agora me some
se em sonho o soletrei?
Abre em nome do rei.
Em nome de que rei
é a porta arrombada
para entrar o aguazil
que na destra um papel
sinistramente branco
traz, e ao ombro o fuzil?
Abre em nome de til.
Abre em nome de abrir,
em nome de poderes
cujo vago pseudónimo
não é de conferir:
cifra oblíqua na bula
ou dobra na cogula
de inexistente frei.
Abre em nome da lei.
Abre sem nome e lei.
Abre mesmo sem rei.
Abre sozinho ou grei.
Não, não abras; à força
de intimar-te repara:
eu já te desventrei.
shhhhh…
Destruição
Carlos Drummond de Andrade
Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.
Amantes são meninos estragados
pelo mimo de amar: e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo volve a nada.
Nada, ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.
E eles quedam mordidos para sempre.
Deixaram de existir mas o existido
continua a doer eternamente.







