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Ecology of Sensations

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The last 41 days, out of the 41 years I have lived so far, have been very intense, interesting, provocative, colored, instructive, satisfying, confusing. Words keep falling down on me like drops of very cold water, on a warm day, on my bare skin. Refreshing, amusing and yet disturbing, unsettleling.

Instigating words flew by:
Being fluid
System
Ecology of Sensations
Resistence
Criticism
Love

The right and the chance of being lost
Admiring the temperature
Sensing the light
Unfeeding emptiness
Sex without the body
Hidden kindnesses
Pleasure of not knowing
Intentional agressions
Infinite curiosity and wisdom
Woods that are able to bend

End.

Os últimos 41 dias, dos 41 anos que vivi até agora, têm sido muito intensos, interessantes, provocativos, coloridos, instrutivos, prazerosos, confusos. As palavras ficam caindo em mim como gotas de agua muito fria, num dia quente, sobre a minha pele. Refrescantes, diveridas mas ainda assim complicadas, incômodas.

Palavras instigantes voaram:
Tornar-se fluido
Sistema
Ecologia de sensações
Resistência
Crítica
Amor

O direito e a chance de se sentir perdido
Admirando a temperatura
Sentindo a luz
Desalimentando o vazio
Sexo sem corpo
Delicadezas escondidas
Agressões intencionais
Madeiras que se dobram
Curiosidade e sabedorias sem fim

Fim.

The way we clutter

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Thinking about things we accumulate throughout our lives and the way we clutter our inner and outer spaces. Good and bad, ugly and beautiful, we accumulate a whole lot of residuals from our experiences, impressions and time. Sometimes it’s like a cloud of virtual information, some times it’s like a dark and dusty room in the basement of our thoughts and feelings. No matter how laid in nicely it is, it’s clutter. When we do not pay attention to the frailty of existance we tend to surround our selves with things that will “serve” us later. We feel protected in the mess of our collections of past time, events and acquisitions but it only makes the pathway more full of obstacles, the luggage heavier, the view less wide. It’s like buying a heavy expensive coat to use during the winter in Siberia… When you are heading to summer in the Caribbean. If you can: Let go! Life only hapens in the present moment and the clutter you carry on you almost never will be as usefull as you thought it would. Give room to the new, to the light, to the unknown of each present minute of life. After all, all that you possess is not really yours and all this shall also pass.

Pensando nas coisas que acumulamos através da vida e como atravancamos nosso espaço interno e externo. Bom e mau, feio e bonito, nós acumulamos todos estes resíduos das nossas experiencias, impressões e tempo. Algumas vezes é como nós acumulamos um monte de resíduos a partir de nossas experiências, impressões e tempo. Às vezes é como uma nuvem de informação virtual, outras vezes é como um quarto escuro e empoeirado no porão dos nossos pensamentos e sentimentos. Não importa o quão arrumadinho esteja, é desordem. Quando a gente não presta atenção na efemeridade da nossa existência, a gente tende a cercar nosso ego com coisas que nos “servirão” mais tarde. A gente se sente protegido pela bagunça das nossas coleções do tempo passado, acontecimentos e aquisições, mas isso tudo só deixa o caminho mais cheis de obstáculos, a bagagem mais pesada e a vista menos panorâmica. É como comprar um casacopesado e caro para passar o inverno na Sibéria… Quando de fato você está indo para o Caribe. Se você puder: desapegue-se. A vida só acontece no momento presente e a bagunça que você carrega em você quase nunca vai ser tão útil quanto você pensava. Dê espaço para o novo, o leve, o desconhecido de cada minuto presente da vida. Afinal, nada do que você possui é realmente seu e isso tudo também há de passar.

Something else is broken

Somedays, more than others, i loose faith in humanity.
Sometimes, randomly, i wish i could not feel everything straight on my skin, hurting my very flesh, taking away the hope and grasp for life like that. I know this days will also end and eventually I will again be numb about everyday events, happenings and life. But today life is not a fun place to be at.
Worry not. I do not have expectations on being rescued from me. Never mind. I can survive my own despair, my own hopelessness.

LMFS

PS: dear Hanne, somedays I don’t have faith on Him too… But that too shall heal. ❤

Lopes Family

We only rarely realize how precious time is. Time passes, life passes. And suddenly family is the only true and safe harbor we will ever be able to own, to count on, to rely, completely. Time is our worst enemy, but it can also be the ultimate friend. It’s not a matter of fate. It’s plain and pure matter of perception. And choice, of course.

For Silvia, Francisco, Lucas, Marina and Molly – for the joy and support your family meant to me. I wish you all the best in life.

 

Nocturne

Quando eu durmo, minha alma leve flutua,  sonha, liberta, transcende.

Sem dores, sem medos, percorro o nada, nua, em paz e silêncio.

Nem passado, nem futuro, só o céu, as estrelas, as texturas aconchegantes de tecidos leves que tocam minha pele. Perfumes de flores, incensos, uma brisa quente que afaga meus cabelos sem pressa, nem expectativas.

Ninguém para esperar, nada para justificar, apenas a leveza do não ser, do nada, do ar. 

Quando eu durmo eu sonho, eu saio, eu sumo.

Silenciosa serenidade, sutil simplicidade, sonhos, sonhos e só.

Para você

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo…

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante…

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero…

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar…

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar…

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero…

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar…

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem…

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar…

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar…

Feliz Aniversário…Feliz vida!

Era uma vez…

Essa semana eu recebi um e-mail de uma amiga querida sobre outra amiga querida que está tentando conquistar sua independência. Ela é uma menina linda, de lindos olhos azuis e por um desses caprichos do destino é tetraplegica.

Ouvimos histórias tristes o tempo todo, nos incluímos no roteiro de muitas delas, mas o que me chamou a atenção nesta história é que a moça, mesmo aparentemente limitada a uma cadeira de rodas, não se inibiu em buscar, crescer, realizar… se independer!

Ela quer (e vai) comprar uma cadeira de rodas motorizada, porque quer mais de sua história. Para isso, teve a brilhante idéia de brincar com suas chances, mobilizando amigos e gente do bem (como você, que está lendo!) com uma rifa, aliás, 2 rifas, para levantar o valor e conquistar seu objetivo.

Corajosa a moça, né?

Vamos ajudá-la?

Entre em contato com seu e-mail: tasartori@gmail.com e escolha um nome das rifas, faça uma transferência bancária e aguarde para saber se você é o ganhador de um ipad ou de um quadro meu (este acima).

Eu acho que se você ajudar, automaticamente você já ganhou uma coisa muito especial… você ganhou o prazer de ajudar o próximo e viabilizar a possibilidade da Tatiana viver muitas outras histórias, com sua nova cadeira motorizada! 🙂 Escreva para ela e reserve seu nome na rifa!

Atitude, coragem: Isso é o que faz diferença em nossas histórias.

O doce silêncio das cores

Tenho visto o mal triunfar por muitas vezes. Aparentemente o nem sempre certo, ético, bom, justo tem as mesmas chances do que o seu oposto.

Nessas horas, respirar profunda e compassadamente é preciso e abandonar as amarras do pensamento são as unica sãs alternativas para continuar a viver. Ultimamente acho que as pessoas têm de fato muito pouco a oferecer ao mundo e quando não oferecem seus lados mais obscuros já fazem mais do que costumam fazer pelo próximo.

Minha esperança jaz na brisa morna dos dias, no sol que raia de vez em quando e nas cinzas nuvens que pairam mansas sobre o teto que ainda tenho. O coração bate, quieto, sem se apegar ao tempo. O tempo não existe e, tentar controlá-lo só nos torna tão inexistentes quanto ele próprio.

Desejo páginas em branco, cândidas, imaculadas para os próximos sonhos. Desejo o silêncio das palavras e a paz no peito. Desejo não desejar.

E as cores, ah essas me atormentam tanto quanto os olhos são capazes de enxergá-las. Elas sim tem que sair. Borrões insistentes em canvas nunca dantes explorados. Isso não depende de nada, nem ninguém… nem de mim. É a incessante necessidade da criança que quer brincar, brincar, ser.

E aí é.

chimamanda’s bagage

I just watched a speach with the beautiful and bright nigerian writer Chimamanda Adichie.  She danced with words so wise and called my attention to the Danger of Single Stories. So true. Thank you Chimamanda for spreadding beauty, truth and stories to the world.

link: http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html