painting

Miniatura-Miniature-Miniatur

This painting is 0,79′ tall by 0,39′ wide. With the frame it gets much bigger, but the final result is a tiny little piece of art!

Esta pintura é 2×1 cm. Com a moldura fica bem maior, mas assim mesmo é uma minúscula obra de arte!

Write and order yours! Escreva e peça a sua!

Construção

Uma familia não se faz só com genética, nomes, sobrenomes. 

A family is not only made out of genetics, names, surnames.

Uma familia é uma delicada construção de amor, história, tempo, cumplicidade, verdade.

A family is a neat construction of love, history, time, cumplicity, truth.

Assim é um Retrato de Familia. Uma tela  branca, onde cores se reunem e se aconchegam, invocam segredos da alma, surpresas do coração, beleza das formas antes não sabidas. Revelam-se, descortinam-se, organizam-se, no acaso ou destino, até formarem uma composição de luz e vida… onde não se entende como foi possivel existir antes dela.

 That´s what a Family Portrait is. An immaculate kanvas, whare colors blend together and set for life, they invoque the secrets of the soul, surprises of the heart and beauty of shapes never before known. It reveals itself, open up and organize, by chance or fate, until they  become a composition of light and life… and no one would understand how it was possible to be before it existed.

REFLEXÃO*REFLECTION*RIFLESSIONE*REFLEKSION

“SE não fosse um olhar para trás, um olhar sempre pelo tempo percorrido, o presente não seria e não seria o passado e o hoje não havia. Na verdade, o que se tem vivido prevalece e se desdobra quando valem a pena. E quando as pessoas se valem, não pelo que são, mas, pelo que podem e fazem, aí sim, o que se fez, o que se viveu continua, e se desdobra em vida.

Amanhã quando o sentimento do  mundo se fizer mais intenso entre nós dois, esta vida estará inteiramente vivida. Então seremos repouso recíproco e viveremos uma outra dimensão do amor;  ou então será como uma breve melodia, algumas notas de música que deixamos de lado e que não serão usadas de novo, um sonho, que será lembrado ocasionalmente e que troca aquele gosto de saudade, saudade do que fomos, do que sentimos, do que houve, emfim, da vida que tivemos a oportunidade de viver.”

FELIZ ANIVERSÁRIO.

FELIZ TEMPO.

FELIZ VIDA.

FELIZ.

Soirée

“E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

Sarau Poemas a flor da pele – 14/08/2010 – Granja Viana

Fonte: http://www.granjanews.com.br/novo/index.php?q=node/514

terça-feira * tuesday * tirsdag * martedì

Life is such an unstable thing!
Days aren´t alike; one day you have money, the other day you don´t. One day you feel like it´s all set, the other day you are about to restart and reinvent everything!
Sometimes life is like precious china on a cabinet, delicate and fragile, the kind of beauty that bares in it self unknown possibilities, ready to be used on great and exquisite adventures, happy moments and delightful experiences. It may break in action, of course, but always keeps the high hopes of glorious feasts, making it all worth trying. Body and soul are fed by unspeakable sensations. Even for a brief moment, the chances validate all of it´s existence.
On the other hand, it can also stand still for decades, used as ornament, garnishing impossible and unreachable moments that may as well never happen. Objects of appreciation that will never be touched and may not even ever feel the warm presence of love. Eye contact, perhaps, will be the only available or possible interaction and it´s cold glass enamel will serve as barrier between the fine, peaceful or cheerful motifs and the rest of the world. It will provide remarkable and ever glancing colors to be shown, will help the surface to remain intact from the damage of time, keeping away all the scratches of use and protecting it against  price and value depreciation.
And yet… it may never be seen, tasted, touched or appreciated as it surely could. After a while, it may be forgotten or discarded, handled carelessly and stored in the darkness of time, left to dust, mold and mildew of solitude and loneliness. In the end, if the fine porcelain isn´t broken by mishandle, it will remain cold and sad, memoryless and ever empty, or even heartbroken from it´s lack of purpose on existing.
The very ending is unpredictable. Perhaps will be the same for all fragile china on the cabinet, but undoubtfully, the possibility of it´s best use is worth the try, worth the risks. The chance of joy shouldn´t be taken for granted, and should, most definitely not be given away for somebody else´s final decision.
[…]
Yesterday I felt fragile and vulnerable. I was afraid of life because I was afraid of perishing  without knowing how it was going to be and end. I felt like I was unappreciated and I gave somebody else the power to decide over my fate. Life was a promise of sad and loneliness. Giving away my all I was asking for betrayl and tyranny and that´s precisely what I got. Fortunately I woke up before I broke up. Some damage was already done, but it didn´t break my spirit and the fresh air of freedom allowed me to breath again. Healing requests time, but I´m willing to try. I know I´m in good hands now: my own hands.Besides all that, I have friends. And friends are one of life´s true gifts that unconditionally and unpretentiously reminds you of how great you really are. Priceless… as all good things in life.
Beauty is worth it´s fragility and ephemerality.
To my son (my very best friend) and my friends (they know exactly who they are).

Much love, Lu, Lulu, Luciana.

Vitrine

Abismal

Meus olhos estão olhando

De muito longe, de muito longe.

Das infinitas distâncias

Dos abismos inferiores.

Meus olhos estão a olhar do extremo longínqüo

Para você que está distante de mim.

Se eu estendesse a mão, tocaria sua face.

Mas os cinco dedos pendem como um lírio murcho

Ao longo do vestido.

Aqui tudo é leve, silencioso, indefinido,

imóvel.

Não tenho mais limites.

Tornei-me fluida como o ar.

Seus olhos têm apelos magnéticos,

mas estou abismada

Em profundezas infinitas.

(Helena Kolody)

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MANEQUIM (DIVAGAÇÕES)

Serei eu, idas e vindas entre olhares curiosos,
Que sobre os ombros se insinuarão para mim?
Serei fendas e batalhas travadas sob o luar
Onde as estrelas me servirão de guia?… Ou
Serei um manequim rígido, frigido e mudo,
Que horas estarei despido de panos e horas
Nu de sentimentos só esperando que alguém me toque?
Serei eu um lenho morto retirado da floresta que ganhara vida
Nas mãos hábeis de um artesão?… Ou serei a lápide fria onde
Fincarei raízes e brotarei novamente em forma de flor
Onde servirei de alimento para os pássaros e as borboletas?

Autor: Jose Aparecido Botacini

29/04/2009

FONTE: http://sitedepoesias.com/poetas/Zezinho

rua – street – gade – strada – straße



Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
Eque pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono dequem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar esofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
Eque se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Victor Hugo

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FELIZ ANIVERSÁRIO JMR!

Lareira * Fireplace * Pejs * Camino

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
(Fernando Pessoa)

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Os teus pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,

Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

Pablo Neruda