poesias

water – água – vand – acqua

In times of darkness and pain, angels, disguised as friends send us hidden messages that are pure alchemy, pure blessing, pure love.

So did a friend of mine today. I hope you too enjoy this lesson.

Become a Lake

An aging Hindu master grew tired of his apprentice complaining, and so, one morning, sent him for some salt. When the apprentice returned, the master instructed the unhappy young man to put a handful of salt in a glass of water and then to drink it. “How does it taste?” the master asked. “Bitter,” spit the apprentice. The master then asked the young man to take another handful of salt and put it in the lake nearby. Once the apprentice swirled his handful of salt in the water, the old man said, “Now drink from the lake.” As the water dripped down the young man’s chin, the master asked, “How does it taste?” “Fresh,” remarked the apprentice. “Do you taste the salt?” asked the master. “No,” said the young man.

At this, the master took the young man’s hands, offering, “The pain of life is pure salt; no more, no less. The amount of pain in life remains exactly the same. However, the amount of bitterness we taste depends on the container we put the pain in. So when you are in pain, the only thing you can do is to enlarge your sense of things . . .

STOP BEING A GLASS. BECOME A LAKE.”

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  O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
-‘Qual é o gosto?’ – perguntou o Mestre.
-Ruim’ – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-‘Beba um pouco dessa água’.Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-‘Qual é o gosto?’
-‘Bom!disse o rapaz.
-‘Você sente o gosto do sal?’ perguntou o Mestre.
-‘Não disse o jovem.
 Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse
-‘A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde
a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é
aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras:
“É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.”

Love in a Portrait

Time is such a fast running stream that life becomes almost an unimportant movement of being.

Few things are really worth keeping records on this ephemeral path of ours.

 Let´s keep our good memories on a beautiful, old and dusty portrait.

Living documents, visual translations of our spirits, monuments to our self-written history…

Let´s become immortals based on our movements of love, or better not keep memories at all.

My favorite poet of all times is Carlos Drummond de Andrade.

    Necrológio dos desiludidos do amor

Os desiludidos do amor
estão desfechando tiros no peito.
Do meu quarto ouço a fuzilaria.
As amadas torcem-se de gozo.
Oh quanta matéria para os jornais.

Desiludidos mas fotografados,
escreveram cartas explicativas,
tomaram todas as providências
para o remorso das amadas.
Pum pum pum adeus, enjoada.
Eu vou, tu ficas, mas os veremos
seja no claro céu ou no turvo inferno.

Os médicos estão fazendo a autópsia
dos desiludidos que se mataram.
Que grandes corações eles possuíam.
Vísceras imensas, tripas sentimentais
e um estômago cheio de poesia…

Agora vamos para o cemitério
levar os corpos dos desiludidos
encaixotados completamente
(paixões de primeira e de segunda classe).

Os desiludidos seguem iludidos,
sem coração, sem tripas, sem amor.
Única fortuna, os seus dentes de ouro
não servirão de lastro financeiro
e cobertos de terra perderão o brilho
enquanto as amadas dançarão um samba
bravo, violento, sobre a tumba deles.

O último dia do ano

PASSAGEM DO ANO

O último dia do ano
Não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
Farás viagens e tantas celebrações
De aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia
E coral,

Que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
Os irreparáveis uivos
Do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
Não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
Onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
Uma mulher e seu pé,
Um corpo e sua memória,
Um olho e seu brilho,
Uma voz e seu eco.
E quem sabe até se Deus…

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.

Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa, já se expirou, outras espreitam a morte,
Mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
E de copo na mão
Esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
O recurso da bola colorida,
O recurso de Kant e da poesia,
Todos eles… e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
Lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia. 

(Carlos Drummond de Andrade)

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Obrigada amores e amigos pelo ombro, mão, colo, ouvidos e palavras amigas que adoçaram o amargo ano de 2009.

Filho: você é a razão de tudo, sempre. Você faz o sol brilhar desde que você apareceu (e reapareceu) na minha vida.

Santo Antônio querido: me leve toda a dor, me traga um amor. E pelamordedeus acaba logo com 2009!

 

 

 

Naïf Life

FAZENDO

Uma brisa que sopra, fria, no meio do dia. A vida corre. Filhos repetem sagas e iniciam novas histórias. Lá fora a selva. Aqui dentro, um mundo.

A cold breeze blows in the middle of the day. Life runs. Kids repeat our stories and start new ones. Out there: the jungle. Inside: the world.

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PAINting

TRES_I~1

Minha mãe passou este final de semana na minha casa. (ela é a senhorinha de cabelos brancos a esquerda) – ela é uma figura…

My mom spent this weekend at my place. (she´s the lady with silver hair on the left) – she´s really something…

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QUASE

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)

° sexta-feira ° friday ° fredag ° venerdi °

5OSKJD~2

Maria

Castro Alves

Onde vais à tardezinha,
Mucama tão bonitinha,
Morena flor do sertão?
A grama um beijo te furta
Por baixo da saia curta,
Que a perna te esconde em vão…

Mimosa flor das escravas!
O bando das rolas bravas
Voou com medo de ti!…
Levas hoje algum segredo…
Pois te voltaste com medo
Ao grito do bem-te-vi!

Serão amores deveras?
Ah! Quem dessas primaveras
Pudesse a flor apanhar!
E contigo, ao tom d’aragem,
Sonhar na rede selvagem…
À sombra do azul palmar!

Bem feliz quem na viola
Te ouvisse a moda espanhola
Da lua ao frouxo clarão…
Com a luz dos astros — por círios,
Por leito — um leito de lírios…
E por tenda — a solidão!

[FAMILY PORTRAIT]

saudades do circo

A painting lasts forever.

Wouldn´t it be nice to have a costumized painting of your (loving, funny, weird, beautiful, happy, interesting, colorful) family? Ask me!

“Family life! The United Nations is child´s play compared to the tugs and splits and need to understand and forgive in any family.” (May Sarton)

<3<3<3<3<3<3<3

Uma pintura dura para sempre.

Não seria legal ter um quadro personalizado da sua (amada, engraçada, estranha, bonita, feliz, interessante, colorida) familia? Peça pra mim!

“Vida em família! As Nações Unidas são brincadeira de criança, se comparadas as lutas, malabarismos e necessidades de compreensão e perdão em qualquer família” (May Sarton)