poetry

Grounded by knowledge

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Leia
Conheça
Instrua-se
Mas não dependa só do que dizem
Para saber

Pense
Imagine
Conclua
Mas não limite-se a verdade absoluta
Porque ela simplesmente não existe

Invente
Acrescente
Mude
Experimente
Porque o conhecimento
Mais do que acrescentar
É o que te permite voar

Leia mais
Escute mais
Fale menos
Respire
Medite

Conhecimento constrói
Mas a sabedoria liberta

Choose your dreams

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Tem realidade demais pra ser digerida nesse mundo gorduroso.
Sonhos, por outro lado
São doces e não engordam
São assustadores mas não matam
São confusos mas não importam

Neles, voar é possível
Sonhar é passível
Viver é passável

A madeira escorre
O chão flutua
Os potes transbordam
De nada
E nada existe
Nem tudo é.

Sonhar
Profundo, tranquilo como o cosmo
Revolto e indecifrável
como o mar
Um mar de sonhar.

Lá a loucura é permitida.
Andar nu, sentar-se, subir ou olhar
Entrar ou sair, exitar…
Lá tudo pode
Porque nada é.

Escolha o seu sonho
Um raro e um caro produto
De mentes sãs e perturbadas.

Escolha enquanto há tempo
Enquanto o tempo gira
Nos relógios que pairam

Que bela a vida que se contempla
daqui de fora
Daqui de cima
daqui do lado
Daqui de dentro
De onde viver e sonhar
Só depende do desejar
Só depende do desenhar.

The mermaid

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Let’s all stare ’til death
Walk out of our open doors
And never, ever look back
Until we fall off our senses
and only stop by the end of the main road
Where the waves crash magnificently
Let us all throw our exhausted bodies at sea
To drown with splendor and grace.
Watch our lungs gasping desperately for air
but only finding the cold, salty water
Taste it
Embrace the sweet sensation of your final tragedy
Maybe then
When our pale hands float motionlessly
Submerged in the turquoise drops of the deep ocean
She may appear, at last
The enchanted voice will sing
And both the heavenly and diabolic curse
will ressurect our senses
we will finally be forever hers
No effort or emotion ever needed again.
No more struggle for sense or reason.
The mermaid awaits us.

sereia – mermaid – sirena – havfrue

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Sereias são seres encantados
Inventados
Improváveis
Irreais

Metade peixe
Metade moça
Vivendo no mar

Eternamente

Não se sabe nada delas
E quem soube, não sobreviveu para contar

Por tantas lágrimas vertidas de seus olhos frios
O mar se tornou salgado
Revolto
Profundo
Infinito

Se sua solidão é sina
Ou necessidade
Também não se sabe

Seu canto, pranto e tristeza
Seu nado, dança e Beleza
Divide sonhos e encantos
Mergulha a imaginação humana
Nos mistérios da natureza.

Portas

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Portas me fascinam
passagens, saídas e entradas
Possibilidades, oportunidades
Chances de ação e repouso
Aconchego e liberdade.

Fechadas, ensinam a buscar outros refúgios, testar caminhos
Abertas, convidam a entrar, mas também permitem sair, buscar, sumir

Portas, portões, portais, passagens, tuneis, janelas, espaços efêmeros
Instáveis
Necessários
Simbolos de introspecção e fuga.
Proteção e libertação.
Expressão do quão aberto (ou fechado) se está para a vida.
Limiar entre a fachada sempre muito superficial
E as paredes internas, sua luz, sua escuridão.

Portas se abrem
Portas se fecham
Portas apenas estão.
Madeira, vidro, aço, ferro,
Tecido, palha, papel, algodão
Só espaço
por detrás e através
Só o momento, o lado
[in] PORTA
(trans) PORTA
{PORTA}

E a porta,
Que porta?
Ela já não importa.

Oposto Complementar

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Opostos complementares

Parecem iguais, mas não são
Sentimentos opostos
Complementares
O desejo de ir, ficando
Ou o de ficar, indo.
Sonho com realidade
E realidade sonhada.
O ruído do silêncio
Luz na escuridão
Medo, multidão
Amor,
Solidão

A difícil arte de viver
Se mescla com a
Vida difícil de fazer arte.
Prazer e desesperança
Utopia, fé
Reza-se, entrega-se
Pede-se aos céus
Porque ceticamente,
[intimamente]
Não se vislumbra o divino
Tinta é só tinta
E as vezes também é vida
História
Ficção e realidade.
Vida e morte
Beleza, sujeira, maldade.
Iniquidade.

Polaridade
Confusão-harmonia.
Igual, mas diferente.
Opostos que se completam.
Se encontram, complementam.
Dualidade da unidade.
Atração e repulsão
Alma, gente
ego e alma
Caos-Paz
[caos]
Calma.