frida kahlo

Fernanda Montenegro fará leitura de Simone de Beauvoir no Ibirapuera

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  • 4 setembro 2024

A atriz Fernanda Montenegro fará uma leitura extra do texto “Cerimônia do Adeus”, da filósofa francesa Simone de Beauvoir, expoente do feminismo, no dia 18 de agosto (18/7) no Parque Ibirapuera, na zona Sul de São Paulo (SP).

O espetáculo lembra a pintura “Frida e Angela tomando chá (ou café) na casa de Simone”, de Luciana Mariano. Pelo título, somos levados a uma jornada por três mitos que discutem a condição feminina. A escritora Simone de Beauvoir (1908 – 1986), ao que sabemos dona da casa da cena, tem uma influência significativa no pensamento feminista, principalmente pelo livro “O Segundo Sexo” (1949), que trata da opressão contra as mulheres.

Do lado esquerdo da mesa, está a pintora mexicana Frida Kahlo (1907 – 1954), célebre não só pelos seus retratos e autorretratos e obras inspiradas na natureza e na cultura local, mas pelas manifestações, na vida e na arte, de valorização da própria identidade e da liberdade de gênero na conservadora sociedade local.

Do lado direito, encontra-se a professora norte-americana Angela Davis (1944), filósofa socialista que alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos EUA e dos Panteras Negras, importante movimento de militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial em seu país.

A pintura inclui uma solitária vela na mesa, que dialoga com o foco de luz na calçada do lado de fora da casa; Frida com um gato, escritos em inglês no chão, relógio na parede, livros de cunho libertário na estante, um retrato de Sartre, que viveu uma relação afetiva com Simone, fumando cachimbo na parede, e o piso ligado ao mobiliário por jogos visuais em marrom.

A imagem junta dois ícones do movimento feminista conversando em uma mesa muito bem posta em que curiosamente há bule, mas não xícaras de chá. Esse jogo de presenças/ausências se dissemina pela obra, tendo como ápice a falta da dona da casa anunciada no título. É desses mistérios e da silenciosa conversa entre as protagonistas que a obra se alimenta.

Oscar D’Ambrosio       @oscardambrosioinsta
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista
graduado em Letras,crĂ­tico de arte e curador.

Article by Professor Dr. Oscar D´Ambrosio on Brazilian news channel.

Coffee (or tea)


This time, an imaginary delight.

Wishful thinking of a petit comité

of huge proportions

Important beautiful characters

Human, powerful, 

Intelligent, historical

Sitting together

Having tea (or coffe)

and cake on an idle late afternoon.
Time doesn’t need to exist

In art.
We can make it timeless

and promote epical meetings

of extreme tenderness

and powerful ideas.

Words, colors and stories

that validate existences

justify legacies

understand dreams 

allow differences

encourage poetry

permit beauty

Offer truth.

We don’t ask for much

but we want everything;

We deserve way more 

than everything we’ve gotten so far

and we wait for no one 

to give it to us.

We are the first, second 

And all of the possible sexes

We wear black, pink 

Scarves and flowers

blue or nothing

and we walk 

with dignity

and integrity

More than anyone

that ever walked 

before us.

We fight for justice and ideals

We demand voice and place

we cherish equality and opportunity

we search for meaning.

We are the pain, the power

and the peace 

that gives life a chance.

We sit together, just because we can.

Just because art brings us all together.

In art all is possible, even the simplest things

as coffee (or tea) and cake

on an idle late afternoon.

Luciana Mariano (c) 2020
Artwork: Frida and Angela having tea (or coffee) at Simone’s place.

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