naif

La vie en rose

O-QUAR~1

This painting has to do with being on your own, but not quite…. maybe. Maybe not.

Perhaps it was just about painting a pink bedroom.

Sound track is required: http://www.youtube.com/watch?v=rKgcKYTStMc&feature=fvw  Enjoy it!

 

PS: Will I ever trust again?

“Time is wise”

capa1

After 18 years walking (and falling) together, it´s time to walk alone. Taking the journey by myself and healing my wounds by spreading the best of me along the path. I do it through painting. This is it; this is the best of me. It may not be enough for my old judges and enemies, but I´m setting myself free from the old tyrans now. I desearve happyness. I had enough of a careless relationship, I´ve been betrayed enough, I´ve been taken forgranted, unloved and ignored more than I could handle for this lifetime. It´s time to be free, loved and merry! It´s time to paint my way into life.

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O tempo é sábio.

Contatos e informações sobre o Projeto Retratos de Familia: lucianamariano1@hotmail.com ou +55 11 67668040

Abraços, Luciana Mariano

 

Time is wise…

Viver de AR[te]

projeto retratos de familia

Imagina uma família. Qualquer uma. A sua. Imagina isso pintado no estilo naïf.

Lembra aquela foto de familia de antigamente? Crianças arrumadas, mãe na cadeira, pai de chapéu… É isso!

Quero pintar 10 famílias brasileiras e 10 familias estrangeiras. Este é meu projeto: Retrato de Familia. Tá dentro? 😉

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Picture a family. Any family. Your family. Now, imagine it painted on Naive-Style.

Do you remember those old family photo-portraits? Net children, mom sitting on this nice chair, dad wearing his sunday hat… This is it!

I want to paint 10 brazilian families and 10 families from all over the world. This is my Family Portrait Project. Are you in? 😉

Thanks for the ideas dear Polly, you´re the best! Obrigada pelas idéias Polly, vc é demais!

Family Portrait Project

family portrait project

Here is the thing:

Don´t you think it would  be nice to keep your childhood memories, wedding, pets, family gatherings costumized in a very beautiful, colorful and unique naive style painting?

Want to know more? write a comment and let´s talk about it!

Kind regards, Luciana Mariano

I´m back in Brazil… but maybe not for long.

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Possibilities are showing up… but it´s still cooking. :-))

In Brazil, you can always find my work at www.ardies.com – one of the best galleries in the world (and Naive Art specialist). Take a look!

making a living

ciranda

I didn´t know how hard it would be. And yet rewarding…

This is no holliday. I need to make a living, pay my bills, take care of my son and to paint. 8 hours, 12 hours, 16 hours daily. With no promise of a salary in the end of the day, month, year. Only promises of new projects, new shows, new possibilities. So much hope inside. Meanwhile, on the outside, canvas growing wild in my bedroom, livingroom, everywhere around me. People come and go, they appreciate it and they say: I wish I had the means to buy one… (YOU DO!) …no, I have other priorities now. Of course, colorful naive images on the wall are not made for the busy, struggling, simple man. So I am the busy, struggling, simple woman that must consider a second or third job in order to make life happen too. My heart gets heavy; I worry about being completely absorved by this workingman day that some call job and leaving my soul behind on the paintings I´d never be able to paint. I have plenty of work, it´s just not providing [yet]. It´s like considering a sabbatical just before the big break. It´s like choosing between love and money as they would be inconcievable essencials, forbidden by destiny to be reached or recieved at the same time.

I feel trapped, but i´m not giving up. I feel lonely but not hopeless. Dreams of new paintings polulate my sleep and new, exciting images keep appearing before my eyes: that must be a sign.

Or I´m just really naive.

Once upon a time…

quintal de minas

There was, once, this girl…

but she was more than one, she was many.

She could quietly observe the movements of life.

She could dream and realize beyond impossibilities.

She could could sit and play as an innocent child.

or she could close herself in to a distant, dark and cold yard, waiting for expiration of time.

[The gate is not locked.]

Life is full of possibilities.

Mulheres possíveis

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“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana – e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante”.

Martha Medeiros – Jornalista e escritora